>
Obrigado por juntar-se às Coisas de Ada. Beijos
>
O Rio Omo, na África, atravessa a Etiópia, o Sudão e o Quênia. Foi nestas margens que os arqueólogos encontraram os “homens de kibish” um ancestral de 120 mil anos.
A Etiópia é considerada uma das áreas mais antigas de ocupação humana do mundo, senão a maior, de acordo com algumas descobertas científicas. Lucy foi descoberta no Vale de Awash da região Afar da Etiópia, é considerado o segundo mais antigo, mais bem preservado e mais completo fóssil adulto Australopithecus. É estimado que Lucy tenha vivido na Etiópia a 3,2 milhões de anos atrás. Houve várias outras descobertas notáveis de fósseis no país, incluindo o fóssil humano mais velho, Ardi. (ver postagem da Ardi).
Tribos de artistas
Nesta região ainda habitam tribos que estão na pré-história: Dassanech, Mursi, Hamar, Karo, Bume, Beshadar e outras, no vale do Rift, onde se encontra a grande fenda africana que separa geograficamente a África dos árabes. Por ser uma região vulcânica, fornece uma grande diversidade de pigmentos com uma grande variedade de cores. É uma verdadeira paleta de pigmentos, ocre vermelho, caulim branco, verde revestido, amarelo luminoso ou cinzento das cinzas. Eles têm o dom da pintura, e o seu corpo é a tela. Com estes pigmentos (alguns raros) as tribos do Rio Omo praticam sua arte. Usam o dedos e as mãos abertas, cobrem-se de colmo, um caule esmagado.
O aprendizado é por observação, é ancestral e praticada por todos, da criança ao idoso. Integram-se na natureza, fazem parte dela e usam-na como adereços. Podem ser flores, sementes, penas. Não há teoria, a arte é primitiva. Por isso é arte no mais alto grau de pureza, motivada apenas pelo desejo de ser belo, de seduzir, de cultivar o prazer. A natureza é arte em si. No conceito ocidental são verdadeiros gênios da pintura, pois seus traços lembram muito a arte contemporânea de Miró, Picasso, Paul Klee e Tapies.
Adis Abeba, capital da Etiópia tem um projeto para gerar energia elétrica que vai construir uma barragem no Rio Omo. Esta Usina Elétrica pode destruir estas tribos, pois vai acabar com a inundação natural do Omo que tem planícies alagadas e deposita sedimentos férteis nas margens do rio, onde as tribos cultivam seus alimentos até quando as águas baixam. Em uma região onde a seca é comum, isso terá consequências devastadoras para o abastecimento de alimentos das tribos.
A pequena tribo Kwegu, um povo de caçadores e coletores, por exemplo, será colocada no limiar da sobrevivência conforme as unidades populacionais de peixes forem reduzidas. (leia a noticia de março/2010)
http://www.youtube.com/v/KQuIq3herK8&hl=pt_BR&fs=1&rel=0&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01
“Proletários de todo o mundo, uni-vos!”
O art nouveau interpretado por um arquiteto italiano“O mais curioso exemplar de art noveau existente até hoje no bairro da Bela Vista, à Rua Brigadeiro Luis Antônio possui planta imaginosa e muito movimentada. Particularmente surpreende é o coroamento da residência com um terraço descoberto e dois torreões sendo um cônico e outro bulboso e vazado, arrematado por uma agulha. O tratamento da superfície é rco em ornatos. As grades que separam a calçada são torneadas com rosinhas e hoje estão pintadas de cor-se-rosa. Por este desenho original, constata-se que não houve improvisação na execução sendo, portanto, dos raros exemplares da arquitetura particular se que se conhece projeto fielmente executado.”
(fonte: livro “São Paulo, três cidades em um século”, Por Benedito Lima de Toledo)
No livro de Tombamento, encotrei este texto;
LOCALIZAÇÃO: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 826PROCESSO: 00250/73TOMBAMENTO: Res. 12 de 19/7/84PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO: Poder Executivo, Seção I, 08.07.1982, pg 16Poder Executivo, Seção I, 19.07.1984, pg 21LIVRO DO TOMBO HISTÓRICO: Inscrição nº 227, p. 63, 20/1/1987“Este prédio, popularmente conhecido como Castelinho, constitui-se em um raro exemplo, em São Paulo, de arquitetura residencial inspirada no estilo art nouveau. Projetado pelo italiano Giuseppe Sachetti para o médico e escritor Cláudio de Souza, um dos proprietários da Vila Economizadora, o Castelinho foi construído em alvenaria de tijolos, entre os anos de 1907 e 1911. Encontra-se implantado no centro do lote, envolto por área originalmente ajardinada. A fachada deste edifício é composta por vários volumes cilíndricos que se interpenetram, constituindo-se um deles em uma pequena torre com cobertura cônica. O gradil de ferro do muro apresenta o desenho no mesmo estilo da construção e um dos seus acessos destaca-se pelo pórtico de alvenaria com pequena cobertura.”
Agora só me resta conseguir entrar neste Castelinho e viajar no tempo e na imaginação, olhar pelas janelas, subir às suas largas torres…
(slide e fotos de Ada)
Achei “dez” este movimento! KnittaPlease (Tricote Por favor). Foi criado nos Estados Unidos, em Houston, no Texas, em 2006, e vem ganhando adeptos ao redor do mundo: o de cobrir coisas públicas com tricô. Os grupos já “embrulharam” árvores, corrimãos, postes de luz, hidrantes, semáforos e outras estruturas públicas com tricô.
O movimento é uma forma de “grafitti”, mas com lã. Um hobby interessante. Chamado de “Yarn Bombing” (Bombardeio de novelos), o movimento começou com a americana Magda Sayeg. Ela cobriu o trinco da porta de sua loja de roupas com tricô e chamou a atenção das pessoas e a inspirou em criar o grupo KnittaPlease onde pode reunir interessados no mesmo tipo de trabalho manual. Este movimento ganhou o mundo. No Flickr há álbuns com deliciosas fotos do trabalho na França e em El Salvador, China… e se espalhou por países como Holanda, Suécia, Finlândia, Canadá, China, Austrália e Reino Unido.
A ideia é bombardear a cidade com trabalhos de arte tricotados e vibrantes, embrulhar com tricô coisas simples, como uma garrafa de cerveja a monumentos públicos e estruturas urbanas.
Ela também criou um website para publicar fotos dos monumentos e objetos cobertos com o tricô e formou a base para outros grupos também publicarem os objetos tricotados ao redor do mundo.
Um dos projetos mais ousados já realizados foi cobrir um ônibus com tricô. O trabalho levou uma semana e contou com dezenas de voluntários. Usaram agulhas bem grossas e dezenas de novelos para cobrir o veículo todo e ficou incrivel! Mas nas fotos do site pude ver também um tanque de guerra. A árvore ficou muito especial!
Bom, fuçando sobre, achei o “Fios Subversivos” que tem as mesmas intenções: criar uma rede dedicada ao tricô e crochê feitos para projetos de artes visuais. Promover os seus eventos, adicionar o seu portfolio, partilhar os seus projetos. Olha que doido!
Em São Paulo, na Vila Mariana, há poucos dias atrás, observei várias árvores e postes, um seguido do outro, amarrados ou envolvidos delicadamente com um tecido semelhante a um “cachecol” de cor amarela, talvez lã… Chamou atenção porque quando e onde se viu uma árvore ou um poste agasalhado propositalmente em Sampa? Me fez refletir sobre a cidade e suas mazelas. É uma mensagem de carinho, um recado de que podemos e precisamos amar nossa cidade. Dá sensação de aconchego numa cidade toda destruida com sujas pixações. Vou pesquisar, mas creio que se trata de algum movimento deste tipo do Knittaplease. Será? Tomara! Eu bem que aderiria!
O que encontrei:
Existe um livro sobre o movimento: “Yarnbombing: The Art of Knit Graffiti” ou “Yarnbombing: A Arte do Grafitti de tricô” (Mandy Moore and Leanne Prain)
O site do bombardeio: http://yarnbombing.com/
As fotos deliciosas: http://www.flickr.com/photos/knittaplease/
E os “Fios Subversivos” : http://subversiveyarn.ning.com/
Arcangelo Ianelli, nasce em 18 de julho de 1922 e morre em 26 de maio de 2009, aos 86 anos. Deixa esposa, 2 filhos, 5 netos, um acervo de quadros e esculturas fantástico e saudades…
Minha homenagem em “Encontros e Despedidas“.
http://widget-8c.slide.com/widgets/slideticker.swf
Agora, as flores abertas permanecem mais alguns dias, enquanto outras surgem temporão, e em breve termina o show do ano.